
O mundo dos doramas e do entretenimento coreano foi abalado recentemente por um dos escândalos mais complexos e tecnológicos dos últimos tempos. O caso, que envolve indiretamente o aclamado ator Kim Soo-hyun, ganhou um novo e crucial capítulo jurídico na Coreia do Sul.
De acordo com informações exclusivas apuradas e divulgadas pelo portal de notícias sul-coreano Edaily (Naver News), a Procuradoria do Distrito Central de Seul obteve autorização da Justiça para prorrogar a prisão preventiva do “CEO Kim”, diretor do polêmico canal do YouTube Garo Sero Research Institute.
O que motivou a prisão?
O executivo está sendo investigado por graves acusações que violam a Lei de Punição de Crimes de Violência Sexual (focada em filmagem e distribuição ilegal de conteúdos) e por difamação de caráter.
O escândalo estourou após o canal do investigado espalhar rumores falsos envolvendo o ator Kim Soo-hyun e uma falecida atriz. Para dar veracidade à falsa história e atrair cliques, o CEO utilizou ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para clonar e manipular a voz da atriz, simulando um áudio bombástico que nunca existiu.
A polícia sul-coreana agiu rápido ao comprovar que o criador de conteúdo sabia que as informações eram mentirosas, mas utilizou o alcance da deepfake deliberadamente para lucrar com o engajamento e manchar reputações.
A Atualização Jurídica: Corrida contra o relógio em Seul
O foco das autoridades locais agora se volta para os rigorosos prazos do Código de Processo Penal da Coreia do Sul:
- Transferência de Custódia: Após ser detido pela polícia, o CEO Kim foi oficialmente entregue ao Ministério Público no dia 4 deste mês.
- A Extensão do Prazo: O período inicial de prisão preventiva da promotoria estava previsto para expirar no dia 13. Contudo, devido à alta complexidade da perícia digital do caso, a Procuradoria do Distrito Central de Seul solicitou um acréscimo de tempo.
- A Decisão do Tribunal: No dia 12, o juiz responsável aceitou o pedido dos promotores, estendendo a detenção por mais 10 dias. O principal argumento jurídico para mantê-lo atrás das grades é o iminente risco de destruição de provas digitais ou tentativa de fuga.
Nota Legal da Coreia do Sul: Pela legislação coreana, a promotoria pode manter um suspeito sob prisão preventiva para investigação por no máximo 20 dias. Com essa nova extensão de 10 dias, os investigadores correm para formalizar o indiciamento (a denúncia criminal definitiva) antes que o prazo expire.
O Impacto na Indústria Hallyu
O caso acendeu um alerta vermelho na indústria do entretenimento em Seul sobre os limites do uso de IA e deepfakes para criar notícias falsas e difamar celebridades. Fãs do ator Kim Soo-hyun ao redor do mundo têm cobrado punições severas, e as agências de entretenimento estão endurecendo cada vez mais os processos contra canais de fofoca cibernética.
O Ásia On continuará acompanhando o desenrolar das investigações. Para ler a cobertura nativa e os detalhes em coreano, você pode acessar a reportagem original no Edaily/Naver News.
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